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Do País Basco, da sua historia e da sua cultura, devemos destacar que foi um dos motores da Revolução Industrial em Espanha, com uma incessante e incrível actividade no século XIX. Isto levou-o a ter um crescimento incrível de população durante esse século e no século XX. Mas falar ao falar do País Basco não nos podemos esquecer que estas terras, antes de Cristo, começaram a escrever a sua própria historia. A origens do País Basco estão ligadas ás da Cantábria, entre as Astúrias e a fronteira francesa. Alguns anos antes de Cristo, os romanos tentaram submeter, com alguma dificuldade, as populações desta região. Mais concretamente um tenente de César chamada Crasso.
Mas não foi até ao ano 602 da nossa era quando se cria o Ducado de Vasconia. Anos mais tarde desta denominação, os bascos derrotaram as tropas francesas que tentavam conquistar o actual País Basco, começando assim uma historia que , ao contrario do que aconteceu na península ibérica, foi marcada pela resistência a todos os invasores. Cronologicamente, as tropas francesas no século VII foram as primeiras, mas um século mais tarde foram as tropas de Carlos Magno, as árabes, os normandos...
Já no século XII começaram-se a fundar as primeiras cidades bascas, e começaram as disputas entre o Reino de Navarra de o de Castilha. Bizkaya converteu-se numa região independente.
No século XIX começaram os episódios mais contemporâneos da historia do País Basco, os mais importantes, com as guerras carlistas. Umas guerras que como primeira consequência que trouxeram foi o êxodo de inúmeros bascos apara a América do Sul, uns tempos de revoltas, de guerras carlistas e um século que acaba com a criação, por parte de Sabino Arana, do Partido Nacionalista Basco.
O século XX tem sido marcado pela ambição nacionalista desta região, em 1936 forma-se o primeiro governo, aos antes tinha-se celebrado em Bilbau o primeiro dia da pátria basca, ou Aberri Eguna.
Na historia do País Basco existe uma data gravada a fogo, uma data que nunca deveria ter existido, mas que está aí, 1937, quando durante a Guerra Civil espanhola, Hitler, a pedido de Franco, bombardeou Gernika, provocando milhares de mortos entre os civis da povoação. Depois da guerra civil, quase um quarto de milhão de bascos exilaram-se em França e na América do Sul.
1959 é outra data triste para recordar, já que é o ano em que nasceu a ETA, um grupo libertador durante o franquismo, um grupo terrorista durante a democracia. Já na transição encontramos outra data com mas recordações, a de 1 de Julho de 1976, quando em Vitoria se deram os massacres mais tristes do fim da ditadura. Em 1980 aprova-se o estatuto de Autonomia do Governo basco.
Desde então e até aos nossos dias muitas têm sido as mudanças que têm acontecido no País Basco, Bilbau converteu-se numa cidade cosmopolita, da mesma maneira que São Sebastião, convertendo o Festival Internacional de Cinema de São Sebastião e o Museu Guggenheim de Bilbau nos dois expoentes máximos da historia e da cultura do País Basco. |